MS lidera debate sobre transição energética em Zurique

Data:

Riedel apresenta experiências alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda 2030 das Nações Unidas.

Por Agência 24h*

“A transição energética tem consequência social direta no desenvolvimento econômico”. A frase do governador Eduardol Riedel em sua palestra em Zurique, na Suíça, durante o Brazil Economic Forum Zurich 2025 demonstra a importância dessa questão – que vem sendo discutida e adotada globalmente – para o planejamento de Mato Grosso do Sul.

Sob o tema ‘O papel estratégico do Brasil na Transição Energética’, o governador apresentou as potencialidades do Estado nesse setor, o que já está em prática para fomentar a economia verde e o papel desses novos modelos de produção na geração de desenvolvimento econômico, tendo como consequência a justiça social e elevação de renda média.

“Esse movimento de transição energética está muito vinculado ao desenvolvimento sustentável no seu plano mais amplo, com resultado econômico para a sociedade e empreendedores. Esta agenda promove justiça social com nível de emprego elevado e melhor remuneração salarial. Ao substituir fontes não renováveis por renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, estamos promovendo desenvolvimento, que é o melhor programa social que pode existir”, frisou.

Riedel ainda pontuou que uma sociedade descarbonizada a partir de uma ótica econômica é fundamental para o sucesso, afirmando ainda que Mato Grosso do Sul investe 15% da sua receita corrente líquida em projetos que promovem a industrialização e competitividade no Estado, seguindo a premissa da sustentabilidade.

“O Mato Grosso do Sul e o Brasil são grandes exemplos de liderança. O Estado, com R$ 100 bilhões em investimentos de plantas industriais, tem como premissa central geração de energia a partir de biomassas, etanol de milho, energia produzida pelos complexos industriais de papel e celulose, com 2 milhões de hectares de florestas plantadas. São grandes usinas de captura de carbono da atmosfera e fechada em uma economia circular”, argumentou Riedel.

O governador também lembrou que a Lei do Pantanal garantiu a preservação do bioma e anunciou que este ano o Governo do Estado vai lançar o maior programa de serviço ambiental para o Pantanal, com a remuneração àqueles defendem este ecossistema com recursos privados e públicos. “Na preservação ambiental, também temos indução econômica além do que a legislação prevê”.

Antes de encerrar sua participação no fórum, o governador ressaltou que Mato Grosso do Sul foi o estado que mais reduziu as emissões de gases de efeito estufa dentro do agronegócio e persegue a meta de chegar em 2030 com um Estado Carbono Neutro. “Mato Grosso do Sul é o estado com maior previsão de crescimento em 2025 com 4,2% do PIB. Estamos também perseguindo a erradicação da pobreza extrema”, assinalou.

PROGRAMA DE ACELERAÇÃO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 22 de janeiro, o Projeto de Lei 327/2021, que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten). O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 23 de janeiro . A nova lei visa transformar o cenário energético do país, promovendo a sustentabilidade e a eficiência no uso de energia. A sanção representa um marco para um futuro mais sustentável e alinhado com as metas globais de redução de emissões de carbono, além de reafirmar o compromisso do governo com a inovação tecnológica.


O Paten reafirma o compromisso do nosso país com a liderança global na transição energética, trazendo inovação e desburocratizando o acesso a financiamentos de projetos de energia de baixo carbono”

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia


O programa vai estimular a economia verde e a criação de empregos. Tem como principais objetivos fomentar o financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável, aproximar instituições financiadoras e empresas interessadas em projetos sustentáveis e utilizar créditos de pessoas jurídicas como instrumento de financiamento, bem como promover a geração e uso eficiente de energia de baixo carbono e estimular atividades de transição energética em regiões carboníferas.

“O Paten reafirma o compromisso do nosso país com a liderança global na transição energética, trazendo inovação e desburocratizando o acesso a financiamentos de projetos de energia de baixo carbono”, declarou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, representante do Brasil no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A pasta vai coordenar a adequação dos projetos do programa.

RECURSOS — O programa viabiliza o acesso a crédito para empresas que possuem valores a receber da União, como precatórios e créditos tributários, para financiar projetos ligados à transição energética. O Fundo de Garantias para o Desenvolvimento Sustentável (Fundo Verde), criado pela lei e administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será a base desse financiamento, garantindo recursos para iniciativas de baixo carbono, sem a necessidade de garantias reais, o que reduz custos para os empreendedores.

ÁREAS — Os setores prioritários do Paten incluem: desenvolvimento de tecnologias e a produção de combustíveis de baixa emissão; expansão e modernização da geração e transmissão de energia renovável; substituição de fontes energéticas de alta emissão por fontes limpas; desenvolvimento de projetos de recuperação e valorização energética de resíduos; capacitação técnica e pesquisa em energia renovável; desenvolvimento da produção e distribuição de gás natural e fertilizantes nitrogenados; descarbonização da matriz de transporte.

VETOS — Com base em análises de ministérios competentes, o presidente Lula decidiu vetar o artigo 17 do Projeto de Lei, devido à ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro, e o artigo 18 na parte em que altera o caput do art. 5º-B da Lei 9.991/2000, com o objetivo de impossibilitar a diminuição de investimentos em projetos de eficiência energética. Também optou por vetar o artigo 20, para assegurar a destinação de recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima apenas a investimentos que estejam alinhados à Política Nacional sobre Mudança do Clima e às metas brasileiras de redução de emissão de gases de efeito estufa.

(*) Texto sobre a palestra: Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Programa de Aceleração: Fonte: Agência Gov
Fotos: Divulgação – Secom-MS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine nossa Newsletter

Popular

Notícias
Relacionadas

Ativada em Maracaju, fábrica de etanol de milho reforça matriz de energia renovável

Unidade tem capacidade de processar 608 mil toneladas de...

Começa a piracema. Até fevereiro é proibido pescar em MS

Estoque de pescado deve ser declarado até quinta-feira. Operação...

Projeto Elllas leva a mistura de rock, pop e samba ao palco do MS ao Vivo

MS ao Vivo busca nessa temporada de 2024 inspirar...

Marçal Filho negocia devolução do aeroporto de Dourados à União

Prefeito reclama de gastos com manutenção e aponta falta...