“Não podemos aceitar calados”, reage a Fiems sobre aumento da carga tributária

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Em artigo, Fiems conclama os parlamentares sul-mato-grossenses para que defendam os interesses de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

Sérgio Longen, presidente da Fiems
Por Agência 24h*

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, criticou o aumento da carga tributária, considerando a situação preocupante para a competitividade da indústria. Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da rádio Capital FM 95, na manhã desta segunda-feira (10/6), disse que o fato de o governo federal elevar a carga de impostos sobre o setor produtivo como forma de gerar receita, prejudica toda economia.

“Estamos nos ajustando com a reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Temos feito reuniões técnicas com a equipe da secretaria de Fazenda para discutir a competitividade dos setores industrial e comercial em nível estadual. De repente, o governo federal começa a cobrar mais impostos da sociedade. O imposto acaba indo para o produto, mas o governo não está preocupado com isso. Estamos reclamando porque não é simplesmente repassar o imposto. É a competitividade dos nossos produtos que está em jogo”, afirmou.

Ao citar ações recentes adotadas pelo governo federal, como a tentativa de reonerar a folha de pagamento e a edição de medida provisória que mexe na compensação do PIS/Cofins, Longen questionou o controle dos gastos públicos.

“O gasto público vem tomando proporções inaceitáveis no Brasil. O caso da desoneração da folha de pagamento foi um absurdo. O governo não tinha essa receita no planejamento econômico, e de repente vai lá e aprova. Aí a classe política analisou e votou. O governo foi derrotado na sua proposta e recorreu ao judiciário. Agora ele manda outro imposto, por meio da MP 1227. O ministro Fernando Haddad está fazendo a parte dele, que é buscar recursos para o equilíbrio fiscal, mas o governo federal não tem feito a sua parte, que é a redução das despesas públicas, e isso é muito preocupante”, declarou.

Ainda falando sobre a reforma tributária, o presidente da Fiems orientou os empresários a se adaptarem à nova realidade e conclamou os parlamentares sul-mato-grossenses para que defendam os interesses de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

“A reforma tributária foi aprovada, falta ser regulamentada. Precisamos fazer ajustes de operação e nos adaptar a ela. Não adianta ficar revoltado, não vai resolver. O Congresso Nacional já aprovou e o presidente sancionou. Estamos contando os prazos para o início da mudança. Temos que nos adaptar, chega de choro. O que não podemos aceitar calados é ver o governo federal, no meio do jogo, avançar de forma desonesta, jogando impostos dessa natureza para a produção, matando setores. Dependemos dos nossos parlamentares para assumir o compromisso com o nosso Estado”, disse.

ARTIGO

Sobre o novo cenário econômico, a Fiems divulgou um artigo em que apela aos parlamentares para reagirem. Veja a íntegra do artigo

O sonho está virando pesadelo

 Os últimos dias não têm sido fáceis para o empresário neste país. As surpresas negativas estão se avolumando e a cada dia acordamos com uma nova. A última foi a Medida Provisória 1227, que trata da restrição à compensação de créditos tributários.  

 O empresário ainda nem estava recuperado de outros dois golpes fortes, que foram a desoneração da folha de pagamento e o fim da subvenção de incentivos fiscais, e já foi atropelado por esta nova MP desastrosa.

Mas afinal, o que está acontecendo com o setor empresarial brasileiro e com o Governo Federal? Tentaremos explicar a partir da ótica de quem paga o imposto.

É sabido por todos a grande necessidade de ajustes fiscais nas contas públicas. Para quem não sabe, o ajuste fiscal é feito por medidas adotadas pelo governo para equilibrar as finanças públicas, diminuindo gastos e aumentando as receitas.

Infelizmente, estamos vivendo a lógica inversa disso tudo. As medidas de aumento de receita estão acontecendo uma atrás da outra via aumento de impostos, taxas e tributos. No entanto, a contrapartida do governo, que seria a diminuição de gastos, está longe de acontecer.

As medidas que vêm sendo tomadas, além de não trazerem o equilíbrio fiscal, fazem a indústria brasileira perder ainda mais competitividade. É necessário que o Governo Federal repense toda sua política fiscal e tributária, uma vez que, neste ritmo, em pouco tempo o setor industrial brasileiro estará esfacelado.

Apenas nessa última ação, a MP 1227, as perdas da indústria brasileira estão estimadas em R$ 29,2 bilhões ainda neste ano. Quando falamos de Mato Grosso do Sul, com essas medidas, a previsão é de que a indústria perca 25% de sua competitividade, comprometendo seriamente os investimentos previstos para o Estado.

O que isso significa na prática? Um efeito direto no consumo das famílias, com preços mais caros dos produtos e o fantasma da inflação rondando a vida de toda sociedade novamente. Quem sente diretamente esses aumentos de impostos absurdos, é, sem dúvida alguma, a população.

O que mais preocupa é que hoje Mato Grosso do Sul está nos seus melhores momentos de desenvolvimento e atração de investimentos. Com as medidas do governo federal, agora tudo vira risco. Investimentos bilionários ficam comprometidos e o que poderia ser um sonho está virando pesadelo.

Diante disso, a Fiems apela ao Congresso Nacional, em especial aos parlamentares de Mato Grosso do Sul, os senadores Nelsinho Trad, Soraya Thronicke e TerezaCristina, além dos nossos deputados federais Beto Pereira, Camila Jara, Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando, Geraldo Resende, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira e Vander Loubet, para que não sejam coniventes com essa política suicida que está sendo montada pelo governo federal tendo como alvo as empresas brasileiras.

(*) Informações do Sistema Fiems

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