Governo Federal apresenta plataforma de agro sustentável à União Europeia

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Plataforma traz informações organizadas, rastreáveis e confiáveis sobre a produção agropecuária sustentável para atender ao mercado europeu e outros mercados exigentes

Por Soraya Brandão – MAPA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou na semana passada à Comissão Técnica da União Europeia (UE) a Plataforma Agro Brasil+Sustentável e sua aplicabilidade no atendimento às exigências previstas no Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

A plataforma vem sendo desenvolvida pelo Mapa, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), e disponibilizará informações organizadas, rastreáveis e confiáveis sobre a produção agropecuária sustentável, sendo uma medida estratégica para atender ao mercado europeu, outros mercados exigentes e também acesso a políticas públicas e programas de incentivo do governo brasileiro.

No encontro, os representantes da UE puderam familiarizar-se com os sistemas PRODES e Terraclass, desenvolvidos pelo governo brasileiro para o monitoramento e o mapeamento das áreas desmatadas na Amazônia Legal. Informações que há décadas têm auxiliado na formulação de políticas públicas mais assertivas e que serão incorporadas na Plataforma Agro Brasil+Sustentável.

Presidida pela secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda, a reunião proporcionou aos integrantes da Comissão conhecer, em detalhes, como será o funcionamento da plataforma, quais dados virão contidos, quem poderá participar e os mecanismos de acesso, verificação e validação das informações.

O oficial de Políticas para América Latina no DG Meio Ambiente da Comissão, Emanuele Pitto, considerou a ferramenta adequada, importante e conclusiva no que diz respeito ao atendimento aos requisitos do EUDR, pois as informações exigidas na Lei Antidesmatamento serão disponibilizadas pela plataforma.

A secretária destacou que a plataforma atende a uma necessidade antiga do Mapa de reunir, num único instrumento, informações públicas disponíveis e validadas sobre a produção agrícola do país. “Essa será uma ferramenta multifuncional e inclusiva, que não só irá ‘atestar’ a procedência e a sustentabilidade do que é produzido no Brasil, mas também contribuir para que os agricultores com menor escala de produção possam qualificar e agregar valor aos seus produtos e, dessa forma, competir no mercado global”, disse.

 

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