MS terá a primeira ferrovia shortline do Brasil para escoar celulose

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Projeto da Arauco prevê  ramal ferroviário de 47 km entre o Projeto Sucuriú e a Malha Oeste. Obras devem começar em setembro

Por Agência 24h*

A modernização da Malha Oeste e a autorização para a construção de um novo trecho ferroviário em Mato Grosso do Sul foram temas centrais da reunião entre o governo estadual e o Ministério dos Transportes, realizada no dia 30 de janeiro, em Brasília (DF). O encontro contou com a presença do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), além de representantes do governo federal e da área de logística.

Um dos principais pontos discutidos foi a implantação de um trecho ferroviário de 47 quilômetros, que conectará o Projeto Sucuriú da Arauco à Malha Oeste. O processo de autorização está em análise na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e já foi encaminhado ao Ministério da Infraestrutura e à Secretaria de Portos. A expectativa é que a autorização oficial seja publicada até o final de março.

O secretário Jaime Verruck destacou que a Arauco pretende iniciar a construção da ferrovia em setembro deste ano. “Dentro desse cronograma, a Arauco tem uma sinalização de iniciar essa obra em setembro. Teremos a primeira autorização de uma ferrovia shortline, ligando a indústria à Malha Norte, permitindo futuramente a exportação de celulose”, afirmou. O investimento na unidade da Arauco é de US$ 4,6 bilhões, evidenciando a relevância do projeto para a economia de Mato Grosso do Sul.

Esse novo trecho pode se tornar a primeira shortline do Brasil, autorizada após a regulamentação do marco legal das ferrovias. “Provavelmente, consolidando-se como a primeira autorização ferroviária do Brasil após a nova regulamentação”, reforçou Verruck.

O encontro também abordou a revitalização da Malha Oeste, com planos para recapacitação do trecho entre Corumbá e Porto Esperança, rebitolagem da linha entre Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, além da construção de um novo trecho ligando Três Lagoas a Aparecida do Taboado, integrando-se à operação da Suzano. O TCU (Tribunal de Contas da União) avalia o projeto, e, se aprovado, os investimentos devem começar no segundo semestre de 2025, com conclusão prevista para 2026.

Para Verruck, a expansão da infraestrutura ferroviária é fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado, especialmente para o setor de celulose e biocombustíveis. “Temos que garantir a competitividade de MS e o transporte ferroviário é um elemento estratégico dentro dessa perspectiva. O fortalecimento das ferrovias vai contribuir para melhorar o escoamento da produção até o Porto de Santos (SP), impulsionando a logística e a economia regional”, concluiu.

(*) Fonte: Semadesc

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